2º Domingo da da Páscoa – Ano A

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“Jesus nos ensina que é possível construir um mundo de perdão, fraternidade e paz. Somos convidados a expressar nossa fé na sua palavra e na sua ressurreição.”

– Missa com criança da semana: Tomé, ver para crer

– Evangelho: Jo 20,19-31

Cristo ressuscitado nos concede seu Espírito de perdão e de paz

O tempo pascal nos motiva a manter viva a nossa alegria e esperança em Cristo ressuscitado. Jesus nos ensina que é possível construir um mundo de perdão, fraternidade e paz. Somos convidados a expressar nossa fé na sua palavra e na sua ressurreição. Neste domingo da Divina Misericórdia, demos graças a Deus e peçamos que ele nos ensine a ser misericordiosos com nossos irmãos e irmãs.

Acolhida – Crianças. hoje eu vou fazer uma brincadeirinha   sobre  mentira e verdade e  vou precisar de todos pra me ajudar. É assim: Eu vou contando umas coisas pra vocês e ai vocês vão me dizendo se é verdade ou mentira, está bem?
Então estão preparados?

1. É verdade ou mentira que foi Formiga fará agora 152 anos?
Como é que vocês sabem? Ela contou? Ela falou? Quem disse isso?

2. É verdade ou mentira que o galo ganhou ontem?
Quem contou? Quem afirmou isso pra vocês?  Vocês viram o jogo? Por que é então que estão achando que isso irá acontecer? Não viram, mas acreditam que sim porque ouviram.

3. É verdade ou mentira que é o padre Antônio que irá celebrar hoje a nossa missa?
Vocês viram? Ele chegou o rosto aqui? Então como é que vocês sabem de uma coisa que não viram?Que certeza vocês tem disso?

4. É verdade ou mentira que Jesus ressuscitou?
Quem viu? Vocês estavam lá? Quem contou pra vocês então? E vocês acreditaram sem ver?

E se eu contar pra vocês que tem um discípulo de Jesus de nome Tomé, que mesmo com os discípulos dizendo e afirmando pra ele que Jesus havia ressuscitado e veio vê-los, ele não acreditou. Ele disse:

_ Se eu não colocar as minhas mãos sobre suas feridas e se eu não tocar seu peito machucado, eu não acredito.

E sabem o que Jesus fez então? Apareceu pra ele e disse:

_ Tomé, coloque sua mão sobre minhas feridas. Coloque sues dedos pelo meu peito.

Tomé, então, queria morrer de vergonha, pois ele não havia acreditado.

Assim, Jesus completou:

_Felizes são todos vocês que mesmo não me vendo acreditam em mim.

Portanto, crianças, nós somos o povo mais feliz do mundo, pois temos um Deus que nos ama, um Jesus que também acredita em nós. Pois ele tem certeza da nossa fé. De pé, com alegria, vamos cantar saudando Jesus.

Ato penitencial – Como foi falado na acolhida, Tomé não acreditaram que Jesus tinha ressuscitado, seus olhos conseguiram falar o que vinha ao coração, olhos cegos, descrentes, olhos de deboche, que levantaram suspeitas sobre o mestre, cobrando dos colegas uma prova concreta dessa ressurreição…

Olhos de Tomé…
Quantos de nós temos estes mesmos olhos cegos de Tomé, não quer ver, quer provas pra se comprometer. Será essa a prova que também desejamos de Jesus? Se ele não aparecer para nós, não acreditaremos, pois não vimos o Senhor… Ele não nos mostrou suas feridas nas mãos para que pudéssemos colocar nossos dedos e, muito menos, nem tocamos em sua ferida pra sabermos se realmente era Ele…

Pois, hoje, crianças, Jesus nos desafia a vê-lo em outras situações também:

Jesus quer que abramos os olhos para violência que existe ao nosso redor, aquela que também geramos em casa, quando deixamos nossos pais irados pelas más atitudes que praticamos. Quando cegamos nossa família com as drogas que usamos, quando não acreditamos mais nas palavras de nossos pais e, só somos olhos para as coisas do mundo… Valorizando o dinheiro e o poder.

Usamos nossos olhos para assistir tantas coisas erradas, mas nunca o usamos para denunciá-las, sempre encobrindo nossa visão para os erros e sempre abrindo para o pecado… Temos olhos covardes, medrosos…

Será que nossos olhos tem nos levado a ver Jesus nos outros? Será que aquele outro tem Jesus nele, ou não consigo ver porque não quero sentir que o outro é também meu irmão?Tenho olhos pra enxergar a fome deles, muitas vezes de fé, de Deus? Ou continuo com os olhos de Tomé que nada veem e nada querem saber?

Se nós temos esses olhos então não acreditamos na ressurreição, ainda deixamos Jesus morto na cruz e esperamos Que Ele nunca saia dela. Se não me comprometo com a ressurreição de Jesus, crianças, então sou também um Tomé, falso cego, que assim o fez para não se comprometer com a mensagem de Jesus. Por isso precisamos do perdão do Senhor, porque muitas vezes nossos olhos nos traem… Não nos deixando ver o Cristo que está ressuscitado no nosso meio. Vamos cantar pedindo perdão

Leitura – Agora, crianças, eu convido a todas, sentadinhas, a ouvir com atenção nossa leitura de hoje.  Ela nos diz que todos que abraçam a fé no Ressuscitado encontram Nele a força necessária para viver unidos na fraternidade, partilhando o que possuem com generosidade. Vamos ouvir?

Aclamação – Jesus Cristo vem trazer a paz para nossa vida. É preciso que saibamos constantemente reconhecê-lo e declarar sem medo “Meu Senhor e meu Deus”.  Todos de pé, vamos aclamar Jesus na alegria, cantando.

Ofertório – hoje fomos chamados a acreditar e nunca duvidar do grande amor de Deus por nós, e o que temos a oferecê-lo? Esse Deus que nos deu Jesus como grande prova de seu amor?

Sabemos Senhor, que somos pequenos diante de vós e de seu amor, mas trouxemos hoje presentes especiais, presentes que vão falar de nosso acreditar…
Por isso trouxemos corações compromissados com seu amor, que buscam valorizar nossos pequenos gestos de carinho
Um coração que pulsa pela sua verdade, que desconhece a incredulidade, que confia na tua verdade de homem santo…
Um coração que acredita que consegue ver sem os olhos. Porque tem a alma diante dos olhos
Um coração cheio de fé, que não se cansa de dizer: Eu creio senhor, eu creio
Um coração que ama que não se importa se os outros não crêem, mas que crê com toda a sua força, que se alimenta da comunhão diária com Deus
Um coração também que faça os outros crerem, que leve a ressurreição de Cristo ao irmão que não o deixa cego caminhando pela vida sem conhecer a boa nova…
Junto ao Pão e ao vinho, Senhor, trazemos todos esses corações. que na verdade do que sentimos queremos oferecer para que saiba do nosso acreditar, sem duvidarmos em momento algum, da grande prova de amor que nos destes e, por isso, não te amamos tanto.
Vamos cantar o canto do ofertório.

Ação de graças – É crianças, esse evangelho é uma prova de fogo: ou você acredita sem ter visto ou não acredita…

Hoje, nós vamos contar uma historinha, ou fazer uma dramatização. Hoje, nós vamos nos submeter a uma prova de fogo: ou acredito… ou não!!!

Bom, o que eu tenho aqui em minhas mãos? Milho de pipoca… Digamos que todos nós da igreja, somos esse milho… Um milho duro, que acredita que nada pode modificá-lo…

Mas nós temos uma missão: acreditar… Acreditar na transformação… Acreditar na Ressurreição.

Mas será que esses milhos que nós somos, sozinhos, vão dar conta de operar mudanças em nossas vidas?

Não! É aí que começa todo o processo de transformação… O primeiro ponto que nos coloca de frente com esse nosso acreditar é a família, representando pela panela. Dentro da panela, nós nos sentimos seguros e podemos notar que não estamos sozinhos. É ela que nos ensina sobre Deus: que Ele é o calor que nos faz mudar…, mas é preciso acreditar, ter fé na mudança…

Dentro da panela, que é a família, a palavra de Deus virá amaciar nossa vida, é o óleo… É ele quem nos mostrará o porquê de lutarmos para acreditar na vida nova e termos a certeza de que ela é linda!

É, mas precisamos também da colher que é a vida que nos bate, rola amedronta, mas nos ensina a lutar, pois ela também nos levará a transformação.

E enquanto mexemos, vamos também mexer em nossas ações, ações que compartilhamos, com todos aqueles que estão juntos aqui, como devemos também levá-los e encorajá-los a acreditar, que daquela dureza toda, algo muito bom irá surgir…

É só olhar Jesus… Ele passou da morte para a vida e nos chama para fazermos o mesmo.

Oh! Crianças estão ouvindo?

Já tem pipoca acreditando nesse Deus que quer mudar tudo na nossa vida, que nos quer transformados…
Sintam o cheiro, povo de Deus é isso… perfuma pra atrair mais gente… Povo de Deus se perfuma de Deus para os outros.

Escutem… é a transformação! Vejam como muitos de nós acreditam em Deus e o desejam pra sua vida… É um milagre!

Algo tão duro, se tornar algo tão agradável, macio e que todos querem provar…

O sal noz traz toda essa sabedoria…vem nos mostrar que estamos no caminho certo. Jesus vive e nós também. Mas esperem! Algo horrível aconteceu?!

Bem aqui, vejam só!

Piruás! Que pena! Piruás são aquelas pessoas que não quiseram acreditar, se negaram a ressuscitar com o Cristo. E para que serve um piruá, crianças?

Não serve para nada… não soube acreditar, portanto, o seu lugar é no lixo…

Acreditar, crianças… é isso…

Acreditar é ser pipoca de Deus para o irmão!

Historinha para o teatro da semana:

História de São Tomé

Esse céu tem cada história pra gente contar… Uma melhor do que a outra…

Imaginem só ,o que houve lá pelas bandas da galáxia ,chamada via Láctea…

Lá, habitavam lindos planetas, mas que viviam tão isolados o que tornava impossível um ver ao outro pela distancia em que estavam.

Em um belo dia, o senhor dos céus, olhando de sua janela, à distância que existia entre aqueles planetas e como eles viviam solitários, teve uma idéia…

Unir os planetas para que deles pudessem criar um grande sistema de amigos, onde vivessem felizes e em paz. E também para que novas criações se fizessem…

Pensou por vários séculos, até que decidiu que mandaria um astro enorme, maior que todos e seu brilho seria tão intenso e seu poder de fogo tão grande que atrairia todos os corpos para perto dele.

E assim foi feito. Naquele lugar infinito apareceu um grande sol.

Logo que o sol chegou, pode imitir sua luz viva e cheia de vida, que chamou a atenção de mercúrio, o planetinha pequeno e caçula. Ele  veio devagarinho atraído pelo calor  e sentou-se aos pés dos raios do grande sol …

Ouvia dele estórias bonitas e sentia que, a cada momento com o sol, mais e mais feliz se tornava. Então resolveu chamar seu primo, um astro muito brilhante chamado Vênus que ao chegar se sentiu tão acolhido pelo grande sol, que ali quis ficar.

Ah… Como era bom ficar aos pés da grande luz, da enorme estrela cheia de amor e carinho e aprender com ele tantas coisas bonitas.

Logo a notícia da grande estrela luz chegou aos ouvidos do planeta Terra, que por sua vez, sendo vizinho mais perto de Marte, o convidou para que juntos se unissem numa linha com o grande astro.

Ao ouvir a grande estrela, ficaram maravilhados com a beleza de seus ensinamentos e cada vez que os planetas escutavam e gostavam do que o grande sol dizia, mas brilhante eles se tornavam. E se tornaram tão brilhantes, mais tão brilhantes que os outros planetas, Saturno, Júpiter, Urano e Netuno quiseram também se aproximar pra conhecer melhor o grande sol e o que ele tinha pra ensinar que encantavam a todos.

Não demorou muito para entenderem, e lá estavam eles, 8 planetas , iluminados pelo grande sol , cheios de vida e que carregavam agora uma luz especial que era: o saber , o conhecimento extraído da grande estrela .

A estrela sol se sentia cada vez era mais amada e admirada pelos seguidores. Seu discurso é para que vivessem bem unidos, uns aos outros, para que assim, juntos, pudessem brilhar pela vida eterna, que jamais se separassem e que seguissem o que haviam aprendido por toda vida.

Um dia, enquanto todos celebravam a alegria de estarem unidos no amor e na amizade, chegou meio desconfiado, com quem não quer nada, um planetinha pequeno e triste, frio e solitário, de um lugar muito distante, chamado de Plutão.

Com quem não quer nada, sentou perto de Vênus, que o empurrou pra marte, que jogou pra terra, que o mandou, para júpiter, que o lançou pra saturno , que esfriando , jogou pra urano e caiu em netuno que lançou pra longe. Mas, bem longe.

O sol, não queria que ninguém estivesse fora da grande órbita e lançou sobre ele um raio de calor que o fez sentir acolhido entre os outros.  Assim, o grande sol, falou aos outros sobre o perdão, sobre aceitação, de como cuidar dos pequenos, das crianças, dos velhinhos, de não ter preconceitos com os pobres e de não fingir que conhece os de outra cor, ou os que têm uma diferença, seja ela o qual for e para cuidarem de seus sistemas não deixando que nada pudesse apagar suas luzes.

Todos o entenderam e assim acolheram entre eles o pequeno e feio planeta Plutão.

O tempo passou, a amizade cresceu. Até que, o sol aos amigos contou:

_ Meus filhinhos, em breve eu deixarei vocês. Meu tempo de brilhar está próximo ao fim. Devo deixá-los até que me restabeleça e possa de novo ser o grande astro que iluminará para sempre a eterna vida de vocês. Não fiquem tristes, tenho que passar por tudo que verão para que, depois, possa brilhar para toda a eternidade.

Os astros ficaram muitos tristes, não entendiam porque a grande luz deveria ir e pediram que ficassem junto a eles. Mas o Sol não deu resposta, só esperança!

Em pouco tempo, descobriram o que seria o fim do grande sol.

Foi um dia triste para os planetas. Foi um dia difícil de esquecer.

Aconteceu assim… quando tudo parecia calmo, surgiu no céu um grande buraco negro, que como vocês sabem é o inimigo número 1 dos astros e sua missão é : sugar todos os planetas pra dentro dele  e matá-los de vez .

Enquanto os planetas corriam e tentavam fugir do grande buraco negro, nosso enorme sol pulou na frente dele e se deixou engolir para que assim o buraco não engolisse os demais planetas, dando a sua vida em troca da vida de seus seguidores.

Quando tudo acabou e o buraco negro se foi, os planetas que restaram sentiram um vazio tão grande, enorme mesmo… Estava tudo tão triste. Estava tudo tão sem luz. Os astros então choraram a morte do grande líder, uns quiseram permanecer unidos aos outros, outros queriam embora e se perderam no espaço. Mas foi a Terra que pediu que eles ficassem unidos, que ficassem juntos porque assim as luzes jamais se apagariam e que se lembrassem que o mestre iria voltar, pois havia dado a eles essa esperança.

Plutão saiu calado, acharam até que ele tinha voltado lá pelas bandas de onde viera.

Acontece que um tempo depois, quando os planetas estavam reunidos, vejam só quem apareceu pra eles? Isso!A grande estrela sol, linda como sempre, cheia de vida, parecia até um milagre divino. Como ficaram felizes os planetas com a volta do mestre. O mestre dissera que voltaria pra ficar com eles, em breve e havia cumprido o q falará.

Depois de um tempo apareceu no meio deles Plutão que ao chegar à órbita dos planetas, foi cercado por todos que disseram ver o sol. Mas vocês acham que ele acreditou?

Que nada! Quis saber se depois de passar pelo buraco negro se algum astro havia retornado! Impossível – dizia ele. E que ele duvidava, duvidava e duvidava. Foi nesse instante que o sol apareceu. E perguntou a Plutão se seria daquela forma que ele queria vê-lo.

Plutão ficou tão envergonhado, mas tão envergonhado de sua desconfiança que foi saindo, saindo até ser o último dos planetas da órbita.

Daquele dia em diante, o sol alinhou os planetas. Numa bela ciranda no céu. Colocou-se no centro para que todos dele pudessem se iluminar. Agradeceu por todos confiarem nele sem duvidar que e jamais. Jamais se separaria de qualquer um deles

Isso, crianças, porque eles acreditaram. Sem que duvidassem.

Felizes são aqueles que acreditam em Jesus, mesmo não o vendo, mas crendo nas palavras que ele profere. Amém

Compromisso da semana: Recebemos do Senhor os dons do perdão, da misericórdia e da paz para serem partilhados com nossos irmãos e irmãs.

Fonte de pesquisa (preces e leituras) – www.homilia.com.br

Imagem e Compromisso da semana (preces e leituras) – www.paulus.com.br