29º Domingo do Tempo Comum – Ano B

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Missa com crianças Servir ao próximo

“Na missa com crianças dessa semana aprendemos que Deus nos vê, não nos bens, mas na simplicidade de nossas ações e nas atitudes do nosso coração. “

– Missa com criança da semana:  Servir ao próximo

– Evangelho: Mc 10,35-45

Acolhida – Boa noite, queridas crianças. Boa noite a todos aqui presentes. Sejam todos muito bem vindos a esta celebração.

Comentarista – Nossa, Fulano?! Mas que roupa estranha é essa cheia de placas?

Fulano __Fulano, não! Doutor Fulano. Você não sabe não? Quanto mais importante somos, mais importante devemos  aparecer para os outros. Aqui tem só algumas das minhas enormes qualidades. Isso é só uma pincelada nos dons que tenho.

Comentarista – Mas, Fulano  por que é que você tem que mostrar isso aos outros?

Fulano– Já disse! É porque todo mundo tem que saber que eu sou melhor que eles. Eu tenho muito estudo, nasci de família nobre, berço de ouro, sou ator  renomado, com  doutorado nas  artes culturais , escritor reconhecido , famoso no mundo inteiro,formado em 4 cursos em Harvard, sou riquíssimo, tenho muito carros e mansões e por ai vai…

Comentarista – Olha, Fulano. Isso tudo é muito bonito para você. Mas, diante de Deus, tudo isso, esses bens materiais e esse seu bem cultural, se não for colocado a serviço dos irmãos, de nada serve. O Senhor não quer ninguém superior ao outro, pelo contrário, ele nos deu todos os dons para servimos aos outros.

Fulano–  Eu não sei se não entendi, ou se entendi, mas não compreendi. Você está querendo me  dizer que tudo isso que eu tenho eu devo dividir com aqueles que não tem?

Comentarista ___ É claro! Pra que te serve tanto  bem se ele não puder ser repartido?

Fulano __- Você está ficando é louca. O que é meu é meu e você está apenas com inveja, por não ter nadinha do que eu tenho.

Comentarista – Engana-se, meu caro. Aquele que se exaltar esse será humilhado diante de Deus. Hoje o evangelho nos diz que se não formos servidores uns dos outros, sendo até escravos, de nada servimos. Pensa que mostrar para outros tudo que conseguiu, em bens materiais pode trazer Deus até você? De forma alguma. O céu é formado por aqueles que aqui, na Terra, foram humildes, servidores por estes que como você  se acham melhores que os outros pelos bens que possuem.

Fulano – Bobagem, hoje eu prefiro viver com meus bens. E vou embora porque o ambiente aqui caiu de qualidade, ficou poluído ela mesquinharia e pela sua inveja

Comentarista – Viram só, crianças?! Vocês acham que existe lugar no céu pra essas pessoas que só querem mostrar o que tem, mas na verdade não sabem dividir e não amam seus irmãos necessitados?

Pois é assim também que Deus nos vê, não nos bens, mas na simplicidade de nossas ações e nas atitudes do nosso coração. Com alegria todos  em  pé, vamos iniciar nossa celebração cantando.

 Ato penitencial –  Gente… Se Jesus hoje viesse aqui na missa e perguntasse a você em que lugar da mesa dele você gostaria de sentar, onde é que vocês diriam a Ele que se  sentariam?

(Deixar que falem)

Ah, muito bem! Todo muito gostaria de sentar bem do ladinho de Jesus, não é mesmo?

Mas será que sentar do ladinho de Jesus é fácil? Basta só a gente falar que Ele atende, ou a gente tem que merecer esse lugar na mesa Dele?

É crianças, sentar-se à mesa com Jesus não é só pedir não… Tem que viver de acordo para que possamos  merecer sentar-se  nessa mesa,independente do lugar.

Os discípulos de Jesus pediram a Ele o lugar da esquerda e da direita e sabem o que Ele respondeu?

_Quem quiser ser o primeiro a sentar que seja o último e o menor de todos.

Então, crianças, analisando o que Jesus falou, eu pergunto a vocês:

O que vocês tem feito diante dos pequenos, dos sofridos, das crianças que, como vocês, são necessitadas? Tem servido a eles?

O que vocês falam? Tem falado bem de Jesus? Ou não falam Nele em momento nenhum? E ainda querem sentar-se ao seu lado?

E como vocês partilham suas coisas? Ou não partilham? Não sabem dividir com os seus familiares, são  egoístas, ambiciosos não conhecem a palavra dar, doar, repartir? Então como é querem  que Jesus reparta com vocês um lugar que é dos privilegiados? Jesus tem a obrigação de repartir, você não? É assim que deve ser?

E como você servi aos outros? É sempre prestativo,sempre disposto a dar mais de você para as pessoas que precisam, ou só pensa em sim mesmo, no seu umbigo que só grita que você é maior  e melhor que todo mundo?

Pois, crianças, não é assim. Jesus veio para servir. Jesus veio para que todos pudessem ser iguais e, uns aos outros,pudessem se servir… pudessem se amar, só assim sentaríamos todos na mesa Dele.
Hoje queremos pedir perdão a Ele, porque temos medo de que não tenha lugar nessa mesa para todos nós, devido nossos pecados, porque queremos sentar, sem sabermos  ser humildes, e não termos observado seus mandamentos.

Dai-nos, Senhor a graça de sentar junto a ti diante de nosso pedido de perdão. Por esse pedido, crianças, vamos cantar com alegria de quem merece o céu.

Leitura –. Nesta leitura, o profeta Isaías nos fala do “Servo sofredor” que é vítima da injustiça. Ele é o justo e inocente que morre esmagado sobre o peso dos erros de todos. Na figura deste servo vemos o rosto de Jesus.

Leitura do Livro do Profeta Isaías
O Senhor quis macerá-lo com sofrimentos.
Oferecendo sua vida em expiação, ele terá descendência duradoura, e fará cumprir com êxito a vontade do Senhor. Por esta vida de sofrimento, alcançará luz e uma ciência perfeita.
Meu servo, o justo, fará justos inúmeros homens, carregando sobre si suas culpas.
– Palavra do Senhor.
T. Graças a Deus.

Aclamação –  Jesus  no seu evangelho  de hoje, crianças, nos fala bem assim :
_ Quem quiser ser grande, seja vosso servo; e quem quiser ser o primeiro, seja o escravo de todos. Porque o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida como resgate para muitos”.
Vamos cantar saudando as palavras de Jesus?

Preces comunitárias

1. SENHOR, concedei ao Papa, aos bispos, sacerdotes e diáconos os dons necessários para orientar e conduzir vosso povo! Por isso vos suplicamos.

— Pai de bondade, atendei nosso pedido!

2. SENHOR, fazei que vossa Palavra hoje proclamada nos transforme em fiéis seguidores de vosso Filho Jesus Cristo, Servo e servidor de todos! Por isso vos suplicamos.

3. SENHOR, nosso Deus, dai a todos nós  crianças e adultos a graça de superar, com gestos de solidariedade, o espírito de competição, de inveja, de ganância e o desejo de dominar existentes em nosso meio! Por isso vos suplicamos.

4. SENHOR, Deus da Vida, neste dia das Missões e da Infância Missionária, dai àqueles que evangelizam coragem, sabedoria e santidade no anúncio de vosso Reino! Por isso vos suplicamos.

Ofertório – Hoje, crianças, vamos oferecer uma palavra para Jesus, uma palavra que nos fará sentar a sua mesa, independente do lugar,  desde que seja perto Dele sempre. Uma palavra que toca no coração de Deus e acende nele a esperança de que todos nós, queremos e desejamos, ser membros vivos na sua comunidade santa.

O H vamos oferecer com um desejo que sejamos mais humanos em nossas relações

O U que possamos trabalhar para que todos sejam mais unidos, na família, nos relacionamentos, na comunidade.

O M é oferta de mansidão, que nosso coração seja manso e humilde semelhante ao de Jesus.

O I da igualdade que devemos sempre buscar pra nossa vida e levar aos outros para que todos possam comungar das mesmos ideais cristãos.

O L da lealdade, nossa maior força estar em sermos leais aos planos de Deus em nossas vidas.

O D é de doação, de dar a todos o que nos é dado por Deus.

O A é do amor que queremos que o Senhor receba, todo ele, permeado com nossas ações, nosso sentimentos de carinho, nosso orgulho de tê-lo como pai.

O D de desigualdade que queremos eliminar de nossas vidas, do nosso meio e implantar o seu reino de verdade e de justiça.

O E de esperança que junto ao pão e ao vinho viemos trazer até o altar e  oferecer, pois acreditamos que através de suas palavras e de nosso gestos, todos nós, estaremos um dia celebrando a alegria na sua mesa, Senhor. Vamos cantar com entusiasmo o canto do ofertório.

Comunhão – Que coisa mais maravilhosa é encontrar com Jesus aqui, juntos a  tantos irmãos nossos, é como se todos nós estivéssemos, de fato, sentados ao redor da mesa, vendo Jesus partir o pão, erguer o vinho e chamando a cada um a se servir.

É assim que queremos que seja a nossa vida com Jesus, uma eterna comunhão. Vamos ao seu encontro, com essa esperança, cantando.

Ação de graças – Que bonito de tudo isso que hoje aprendemos nesta celebração, não é mesmo, crianças? Vamos repetir na oração que faremos agora nesse momento de ação de graças cada palavra de Jesus hoje no nosso evangelho:

Senhor, hoje ouvimos que :
“Quem quiser ser grande,  seja vosso servo;
e quem quiser ser o primeiro,  seja o escravo de todos.
Porque o Filho do Homem não veio para ser servido,  mas para servir  e dar a sua vida como resgate para muitos.”
Ajude-nos, Senhor, a ser grande Diante de seus olhos E a servir nosso irmão.
Conceda-nos a graça de também servir  De sermos semelhantes ao Senhor  E de um dia merecermos sentar ao seu lado no reino do céu.
Amém

Historinha para o teatro da semana:

Não se nasce um servidor, tornar-se um!

Técnica: Dramatização
Era uma vez um rei muito poderoso, mas “poderossérrimo”. Seu reino era o maior entre todos. Era forte e invencível. Todos o respeitavam e o  temiam. Sua palavra era lei, ele falava todos calavam. Sua vontade era realizada e sua liderança inquestionável!

Sua esposa estava esperando um bebe e o rei não se cabia de contentamento.

E logo nasceu o menino. Que era belo! Forte e saudável! O rei saiu  pelo reino gritando aos quatro ventos:

– Nasceu meu filho, o maior de todos, o melhor de todos, ele será grande diante de todos vocês, porque ele será rei, assim como hoje eu o sou, e o nosso reino será muito, muito  maior do que  é agora, o primeiro, o único!

E logo começaram a educar o pequeno grande herdeiro do maior  tesouro do mundo, para que ele pudesse também se tornar  tão grande quanto seu pai o era.

Mas pra que ele fosse criado de forma suntuosa, o rei proibiu a todos que levassem seus problemas para dentro  dos muros do castelo. Os doentes não entravam lá, os feios e os velhos jamais passariam pela porta, não existira naquele reino pessoas pobres, desleixadas, tristes. O menino jamais poderia sair por entre os portões do castelo, deveria ficar ali,para sempre, vivendo só de alegrias, sem saber o que é doença, o que era pobreza, miséria, o que é feiúra, o que era dor, morte, solidão e só conheceria a força de seu pai, o maior dos maiores.

Dentro do castelo eles viviam em festa, nada era triste, nada era feio, era tudo felicidade e a cada dia crescia e crescia nosso grande reizinho.

Acontece que, um dia o reizinho estava andando pelos jardins do castelo e ouviu uma música triste, muito triste, então ele ficou paralisado, não conhecia nada triste, nunca tinha sentido aquilo que estava sentindo dentro do peito, um sentimento que ele não sabia explicar, chegava a doer, coisa que ele também desconhecia.

E ficou louco para saber de onde vinha aquela música, até que uma jovem contou a ele que aquela música vinha do outro lado do castelo, lá detrás das grandes muralhas.

Ele ficou louco. Queria porque queria conhecer o outro lado, queria conhecer o que tinha por detrás do muro, conhecer o mundo novo e de onde vinha aquela música. O rei não queria que ele fosse, ninguém queria, mas ele ouviu uma voz que o chamava, era como uma missão, ele queria e queria ir. Então seus pais sabendo que não podia segurar mais o grande reizinho, mandou que pintassem todas as casas, que enfeitassem com fios de ouro toda a avenida em volta do castelo que fossem tirados todos os pobres, feios, velhos, os abandonados.  O reizinho só poderia ver  alegria, festa, música alegre e um povo feliz. E assim aconteceu.

Chegou o grande dia, finalmente o grande reizinho iria conhecer tudo, ele iria conhecer seu império.

E, quando os portões do castelo foram abertos, a alegria reinou. O povo gritava o nome do rei e de seu filho, batiam palmas, jogavam flores e presentes. Era alegria por todo lado, quanto mais ele caminhava em sua carruagem, mas admirado com o mundo o reizinho ficava. Tudo que ele via, ele admirava e descobria como era maravilhosa a obra de seu pai, como ele era grande diante do povo e como seu pai tinha poder, coisa que um dia seria dele.

Mas acontece que, enquanto ele passava por entre o povo, na sua carruagem linda, os cavalos da guarda se espantaram e saíram numa carreira desabada e foram parar perto de uma esquina que não estava no programa de visitas do reizinho. Foi nesse momento que a vida do reizinho mudou para sempre. O reizinho viu no fundo de um beco, uma sombra muito estranha, mal sabia identificar, se era bicho, se era gente, um vulto cambaleante, que parecia pedir ajuda. E sentindo aquele mesmo sentimento de quando ouviu a música,ele pulou da carruagem e correu e correu para dentro do bequinho,  indo de encontro aquele vulto. O povo também correu junto aos soldados  e formaram uma confusão tão grande que perderam todos,  o reizinho de vista.

Quando o reizinho conseguiu alcançar o vulto ele entrou numa vila e  para sua surpresa ele viu que o vulto não era bicho, era gente, uma pessoa cabisbaixa, sofrida, feia.

Ali, naquele lugar, crianças, ele começou a ver gente de verdade, gente velha, gente feia, gente pobre, gente triste, ele viu a morte, ele viu a doença, ele viu a pobreza, a dor, ele viu a verdade da vida. Então ele descobriu as lágrimas, ele chorou, teve dó, teve compaixão por aquele povo sofrido, viu que tudo que ele havia vivido era uma fachada colorida, mas que a realidade era dura e doida.

Os guardas do rei logo chegaram e levaram-no de volta ao castelo. O pequeno rei pode perceber então que toda aquela riqueza de seu rei, toda aquela imponência era arrancada das custas do sofrimento de tantos. E seu coração já havia experimentado a compaixão, o sofrimento, a dor. O filho se transformou, queria porque queria saber o porquê de tudo aquilo, então o rei se viu obrigado a contar a história verdadeira, que tudo aquilo que ele havia visto existia mesmo, mas que ele não se preocupasse, pois não o atingiria, afinal eles eram muito poderosos, poderosos demais e isso jamais afligiria o reizinho.

O reizinho não se conformava, sentia um chamado novamente. Tinha que fazer algo pra melhorar a vida daquelas pessoas, que aliviassem o mal que estavam sentindo, que pudessem ter um pouco da alegria assim como ele já havia experimentado por toda a sua vida. Ele que era tão grande queria agora se tornar pequeno  para que assim pudesse ajudar aquele povo, servir a seu povo de todo coração.

Então crianças sabe o que ele fez? Numa noite, sem que ninguém percebesse,  ele abriu as portas de seu castelo e  foi ao encontro dos mais sofridos e viu que podia fazer muito por todos eles.

Criou o centro de assistência aos idosos, criou a casa da mulher, criou creches, e mais creches, criou postos de atendimentos aos doentes e ficou no meio dos mais pobres tentando melhorar a vida de cada um deles.

Ele… Que era um rei tão poderoso se tornou servo dos mais sofridos, serviu a cada um deles e encontrou neles a alegria de viver. Assim, ele mudou até a história de seu pai mostrando para todos nós que um reino só é grande se fizer grandes a todos, e seu reinado só terá poder se  souber servir a todos também.

Será que a gente tem ouvido a música que vem de fora? Será que a gente tem aberto a porta de nossas casas pra enxergar os sofrimentos dos outros e ajuda-los? É isso que a história nos ensina.

Kit livros para catequese e missa com crianças

Fonte de pesquisa (preces e leituras) – www.homilia.com.br