Apresentação do Senhor

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Apresentação do Senhor

“frase”

– Missa com criança da semana: Jesus é apresentado no templo

– Evangelho: Lc 2,22-40

Acolhida – Boa noite, queridas crianças. Boa noite a todos aqui presentes. Sejam todos muito bem vindos a esta celebração…

Vejam só crianças o que eu trouxe aqui comigo, um nenê para vocês conhecerem. Ele não é lindo? Mas ele não é meu não, viu?


È que ele veio com a mãe que se chama Maria e com o Pai que se chama José, aqui na igreja hoje, eu os encontrei ali na sacristia. Veio apresentar o menino que se chama Jesus ao padre e a toda a comunidade. É costume lá na terra apresentar o filho pequeno na igreja. Observem bem o papel da família , que traz o filho a Deus e o educa na palavras que Deus o coloca , porque hoje, crianças , vivemos uma sociedade livre demais , permissiva demais ,onde os pais, muitas vezes , não querem educar seus filhos , deixam que eles vivam da forma que o mundo dita. Difícil pensar que esta criança tão pequena pode ser um menino que passa o dia todo na frente de um computador brincando com joguinhos violentos e os pais sentirem satisfeitos porque ele está quieto, ficou muito cômodo criar filhos.


Temos que nos lembrar senhores pais que devemos ser exemplos, modelos de santidade para nossos filhos… Que temos que consagrar nossos filhos a Deus, trazê-los à igreja, e não deixá-los à livre escolha. Vamos nos lembrar também mães que devemos nos espelhar em Maria que é a fonte transbordante, plena de graça divina. Lembrarmos, queridos pais que devemos ser como José, homem justo, sábio e forte, porque lê os acontecimentos da vida com os olhos da fé… E vocês, crianças, se espelham nos exemplos de seus pais porque tem por quem “puxar” aquilo que é bom… Toda família torna-se sagrada, quando as pessoas que dela fazem parte sabem reconhecer na missão do outro o agir de Deus.
Todos de pé, vamos iniciar nossa celebração cantando.

Ato penitencial – tem uma história que já ouvimos que fala mais ou menos assim.
Havia, certa vez, duas senhoras vizinhas que viviam em pé de guerra. Uma se chamava Maria e a outra Paula.

Um dia, a Maria encontrou-se com a Paula na rua e lhe disse: “Eu convido você a esquecermos de nossas desavenças e vivermos em paz uma com a outra”. A Paula concordou.

Mas, em casa, a Paula pensou: A Maria está querendo me aprontar alguma coisa. Vou me adiantar e dar-lhe o troco.

Arrumou uma cesta, encheu-a de estrume de vaca, cobriu com papel de presente e em cima colocou um cartão dizendo: “Este presente é para selar o nosso compromisso de paz”. E pediu a uma pessoa que o levasse para a Maria.

A Maria recebeu com muita gentileza a cesta e pediu à pessoa que transmitisse à vizinha o seu agradecimento. Colocou o estrume nas flores do seu jardim.
Algumas semanas depois, ela mandou para a Paula uma linda cesta com flores perfumadas, e um cartão com as seguintes palavras: “Estas flores eu lhe ofereço em prova da minha amizade. Foram cultivadas com o presente que você me deu.”.
Então nossa reflexão passa pelo seguinte situação:

Maria hoje nos trouxe Jesus, nos deu o que há de melhor, nos presenteou com o Cristo que salva a nossa vida. E nós? Como temos apresentado a Ele? Aos nossos irmãos, será que estamos dando o melhor de nós? Será que estamos oferecendo a Deus tudo àquilo que Ele nos ensinou em forma de ações concretas na nossa vida e na vida daqueles que são nossos próximos? Ou estamos oferecendo o pior que existe dentro do nosso coração?
Há pessoas que não sabem construir a fraternidade nem ser solidárias… Tem um trecho do evangelho que fala exatamente assim:

Cada um dá o que tem de melhor dentro de si. “Não se colhem figos de espinheiros, nem uvas de urtigas. Quem é bom tira coisas boas do tesouro do seu coração. Mas quem é mau tira coisas más do seu tesouro, que é mau” (Lc 6,44-45).

Pelas vezes em que pecamos por não conhecer a palavra de Deus, por julgarmos melhor que os outros oferecendo o nosso pior, vamos pedir perdão cantando.

Leitura – Aprendemos hoje que a pessoa dá o que tem de melhor, não é mesmo? Por isso Deus agora vai nos falar coisas boas através de nossa leitura, vamos ouvir com atenção?

Aclamação – Ao apresentar Jesus no templo, Maria e José se encontram com Simeão e Ana, profetas do templo que abençoaram a vinda do menino Jesus. Mas antes de ouvirmos, vamos todos ficar de pé e com alegria cantar para saudar o evangelho.

Ofertório – crianças, vamos imaginar que iremos receber uma visita em nossa casa que é alguém muito importante e que você a ama demais, está bem? Esse será o nosso ofertório.
Deus será essa nossa visita, Ele quer vir à nossa casa, e como podemos recebê-lo?
Vamos imaginar: quando a gente abrir a porta, vamos dar a Ele nosso abraço de amizade, nosso sentido de saudade, nosso desejo de fazê-lo sentir o quanto agora ele está próximo e o quanto nos sentimos bem estar com Ele.

Vamos convidar nosso Deus que se sente na cadeira, porque quando fazemos isso com nossas visitas é porque a queremos bem, queremos que fique por muito tempo, que se sinta aconchegado em nossa casa.

Vamos apresentar a ele nossa família, as pessoas que amamos e agradecê-lo porque foi através dele que eu descobri a maravilha de se ter uma família.

Vamos oferecer um cafezinho, porque queremos que Deus sinta o sabor de nossa casa, a amabilidade de nossos gestos, o calor humano sobre o divino. .

Vamos convidar a Deus que conheça nossa casa, que se sinta bem, que possa verificar os quatro cantos de onde vivemos, e como é bom estar do lado dele que nos é tão importante…

Vamos pedir que Deus fique que nunca vá embora, porque temos bons ouvidos para ouvi-lo e também para escutar o que Ele vai nos falar, palavras santas de uma visita eterna…
Como somos felizes, crianças, por termos em nossa casa esse Deus humano… Por recebê-lo em nossa vida, esse Deus que fala e nos quer na sua casa e nos convida também a sentar na sua mesa, a beber do seu sangue, através do vinho e a comer do seu pão de vida eterna.

E quando ele quiser embora, joguemos fora a chave do medo, colocamo-nos definitivamente no seu coração. Porque como sabemos quem ama cuida. Esse é o nosso ofertório , nosso presente de amor a nossa mais importante e amada visita . Amém.

Comunhão – ”Nesta vida sonhamos tantos sonhos, mas parece que quando chega à idade, paramos de sonhar. Simeão e Ana guardavam no coração a esperança de ver o Messias, aqui não se trata de uma esperança humana, mas de uma esperança que brota da fé, essa crença muito viva presente no coração das pessoas simples, de que Deus irá agir e a humanidade encontrará seu verdadeiro caminho e cada ser humano resgatará sua imagem e semelhança do Criador.” Vamos buscar essa imagem na eucaristia cantando.

Ação de graças – Quem não tem uma família é uma ave sem destino. Jesus teve a melhor família do mundo, porque ela não se esquivou, não fugiu de seu papel, foram fiéis ao que Deus havia planejado bons pais, bons modelos de pessoas.

Pais, mães, filhos, a família é a maior apresentação divina que temos. Vamos cuidar de nossas famílias, de nossos filhos. Não vamos deixar que o mundo os eduque, temos que lembra-los dos valores que o evangelho nos ensina, lembrar-nos de nossos pais e de como nos educaram, sanar o mal, ampliar o bem, valorizar o maior presente que temos que é a vida. Vamos cantar a oração da família pedindo a benção de Deus sobre todos nós.

Historinha para o teatro da semana:

A águia e Jesus

Crianças, hoje eu vou contar uma história verdadeira para vocês, uma história de uma águia e de um homem.

Á águia tem muito a nos ensinar sabiam? Muitas vezes ela é citada na bíblia por ser uma ave especial. Por sua grande sabedoria e perspicácia, querem ver como isso funciona na prática?

Vamos observar a forma que constróem seus ninhos e que tem a ver com a educação de filhos: as águias fazem seus ninhos no mais alto dos penhascos e a sua estrutura em três camadas: A primeira delas é de penas, onde extrai partes de seu próprio corpo para dar aconchego e proteção aos seus filhotes.

Conforme eles vão crescendo, a águia vai tirando pena a pena, uma a uma, até eles chegarem à segunda camada: os gravetos. Perceba que neste momento, o corpinho dos filhotes não está mais sobre as penas gostosas e macias, mas passam a ter que lidar com a secura dos galhos onde os filhotes vão viver. Passado um tempo, a águia vai tirando um a um dos gravetos, até que os fazem entrar em contato com a terceira camada do ninho que são os espinhos. Neste momento, os espinhos vão espetando e incomodando tanto, que os tiram da zona de conforto e isso os obriga a voar para descobrirem o mundo e explorar suas forças.

Que grande manual temos em nossas mãos ao entendermos que ajudamos nossos filhos a crescerem quando “construímos ninhos de águia” para eles.

Pais que deixam seus filhos sempre na primeira camada, ou seja, nas penas, não contribuem com o seu crescimento, pois os filhos nunca vão despertar para descobrir suas próprias habilidades porque não vão querer deixar o conforto e a proteção que as penas trazem.

Quando os estimulamos, contribuímos para enxergarem a vida com “olhos de águia” olhando sempre à frente e acima de toda e qualquer circunstância.

Assim vamos nos lembrando de que Maria também fez um berço pra Jesus, com trapos que ela tinha, porque Jesus não era rico, com os mesmos trapinhos limpinhos, dá ate pra sentir o cheirinho de limpeza da zelosa mãe, ela carregou junto com José, seu menino Jesus para apresentar ao mundo o conforto do amor de uma família do qual Deus o havia presentado. Como era bom sentir nos braços o pequeno menino, com uma missão tão grandiosa… Enquanto no templo Maria e José apresentava Jesus, muitos foram os que virão a gloria de Deus, nos braços daquela mulher, lembrando o ninho das penas. Mas Maria tinha a sabedoria da águia e pouco a pouco foi tirando as penas que cobriam Jesus, fazendo-o desacomodar, dando-lhe autonomia para assegurar a missão do pai , quando foi ao Templo , como Jesus mais mocinho, que surpresa do menino que saiu do ninho de gravetos! Lá estava Ele no templo entre os doutores, falando das coisas de Deus, encantando as pessoas com os ensinamentos e mostrando ao que veio. Contudo a mãe sabia que ainda não era a hora , chamou para que ele voltasse ao ninho , e ele incomodado , porque graveto espeta , disse :

—Não vê que estou cuidando das coisas do meu pai ?

Ah Maria, tinha autoridade, e ele escutou e acompanhou sim, porque ainda não tinha que vencer aquela etapa toda de uma vez, era um erro tirá-lo antes do ninho, é preciso saber o momento certo preparado por Deus, e Maria ainda tinha muitas penas para convencê-lo a estar com eles.

Logo, chegou o momento de retirar a camada de gravetos e deixar os espinhos… Jesus sentiu incomodado demais, pelos espinhos e deixou seu ninho, o aconchego de sua casa, de sua família… Deve ter sido difícil partir, mas ele não se deixou levar pelo conforto de outrora, saiu a pescar homens, a realizar milagres, a curar os doentes, a pregar seu evangelho, a semear a semente, mesmo que fosse um homem muito incomodado com os espinhos do mundo, ele converteu pessoas, curou pessoas, amou às pessoas, escreveu um manual de como chegar ao céu… Era rei… Mas por ser rei, fora condenado, por ser bom, fora preso, por ser inovador foi crucificado, mas por ser salvador ele foi ressuscitado.
Em nenhum momento Jesus se esqueceu de seu ninho de amor, mesmo na cruz, ali pregado entre pregos, coroado pelos mesmos espinhos que o acompanharam a vida toda, ele olhou para seu discípulo mais amado e disse.

-Cuida da minha mãe.

E assim, ele retirou a última pena… Que ainda a mantinha ao aconchego de sua casa, de sua família… nos braços de sua mãe

Aprendamos crianças, a fazer de nossa vida um modelo como Jesus o fez. Amém.

 
Compromisso da semana: texto

Kit livros para catequese e missa com crianças

Fonte de pesquisa (preces e leituras) – www.homilia.com.br

Imagem e Compromisso da semana (preces e leituras) – www.paulus.com.br